Filme mais recente do cultuado diretor dinamarquês Lars Von Trier. Conta a história de uma jovem (Kirsten Durst) que, no dia de seu casamento, parece não se enquadrar em tudo o que acontece ao redor. Acompanhamos sua apatia e angústia frente a tudo isso, sem saber ao certo o que a aflige. O contraste da sua inabalável felicidade até a total entrega a depressão, mal que ela luta para superar. Paralelamente a isso, um planeta chamado Melancholia se aproxima da Terra, causando pânico em sua irmã e excitação em seu rico cunhado e sobrinho. Mas o quanto a iminente aproximação deste planeta vai mexer com a personalidade de cada um?
Tentar escrever uma crítica sobre os filmes de Lars Von Trier é realmente difícil. Diretor de filmes como “Dançando no escuro”, “Anticristo” e “Dogville”, seus filmes fogem ao convencional. Não há um começo, meio e fim bem definidos, assim como a motivação que levou os personagens a ser o que são.
Seus filmes são compostos por diversas lacunas, aberto a sentimentos e interpretações individuais. Durante o festival de Cannes deste ano, o diretor fez uma piada que não deu certo, foi tentando consertá-la e a coisa foi piorando, até que terminou da pior forma possível.
Ele foi expulso do festival e minou qualquer possibilidade do filme concorrer a Palma de Ouro, que ficou com o “A Árvore da Vida”, do Terrence Malick.
Foi uma piada de extremo mal gosto, mas foi uma piada. Seus filmes por si a desmentem já que são em grande parte uma crítica ao autoritarismo, a repressão e ao fascismo.
Melancholia é um filme visualmente muito bonito. Faz com que você obrigatoriamente cultive a paciência. É intenso, dramático e também assustador. A última cena faz todo esse esforço valer a pena. Tem duas horas e cinco minutos de duração, e o título não poderia ser mais adequado. Embora seja o nome do planeta em rota de colisão com a Terra, melancólicos é como ficamos durante e após o término da película.
Veja abaixo o significado literal de “vergonha alheia”. Acompanhe o desespero da atriz na coletiva de imprensa citada:
Gostei do filme e da crítica. O filme é forte e controverso. Gostei principalmente dos minutos iniciais, em camera lenta. Abraços!
Que bom que gostou da crítica! Concordo qdo se refere ao começo do filme, que me remete quase como um quadro em movimento, retratando a absurda solidão e desespero próximo ao fim do mundo.
Obrigado pelo comentário!