Álbum lançado em 2011 pela cantora islandesa Björk. Já tinha conhecimento sobre seu trabalho desde um bom tempo atrás, ao achar divertido e bizarro seus clipes que sempre passavam na (boa) MTV.
Alguns deles são simplesmente fantásticos, tendo como parceiro em sua maioria o criativo francês Michel Gondry, diretor de filmes sensacionais como o cultuado “Brilho Eterno de Uma Mente sem Lembranças” e também o genial “Rebobine por favor”.
Mas nunca, confesso, havia ouvido um álbum inteiro dela, até decidir por uma audição mais apurada de suas músicas neste mais recente disco.
Com uma voz única, estranha, acompanhada de sintetizadores, também estranhos, suas músicas alternam hora um som orgânico, hora eletrônico. As músicas nos lançam na imensidão do universo para logo após nos obrigar a se perder na vastidão de si mesmo. Conexões existentes entre homens e a natureza e também entre os semelhantes, ansiando por uma revolução de pensamento e sentimento em relação ao próximo e também a tudo que nos cerca. Vento gelado no rosto, cristais crescendo sobre nossos pés, galáxias e nebulosas em constante mutação, DNA que carregam lembranças de antepassados e transfere as atuais para a geração futura, vírus que penetram no corpo e formam um simbionte harmônico com seu hospedeiro…tudo isso num emaranhado de barulhos que, ao invés de soarem díspares, fazem muito mais sentido do que podemos perceber numa primeira audição.
Cultivar a paciência para saborear todas as nuances deste álbum é fundamental. Mas o que realmente me levou a escutá-lo foi uma maravilhosa coincidência.
Em 2011, enquanto lia e pesquisava para fazer o meu projeto de Educação Ambiental para o mestrado em Sustentabilidade, topei com o nome de Edward Osborne Wilson, biólogo e entomologista (ciência que estuda os insetos) americano conhecido por seu trabalho com ecologia, evolução e sociobiologia.
Ele cunhou um termo do qual nunca tinha ouvido falar, mas que de imediato me causou grande impacto e seu sentido a mim, absolutamente inquestionável: Biofilia.
“Biofilia” é definida pelo autor como a junção de “philia” (amor) e “bio” (vida), podendo assim ser entendida como “a tendência natural que há nos seres humanos para amar todas as formas de vida”.
Todos temos a tendência universal de amar todo e qualquer ser vivo. Nos padecemos com o sofrimento alheio, de quem ou do que quer que seja. Embora nos deparemos diariamente com casos e situações que colocam em xeque esta característica inerente aos seres humanos, ela ainda permanece entre nós. Lembro-me agora daquele filme “Equilibrium”, com o Christian “Batman” Bale, em que a raça humana foi forçada a suprimir seus sentimentos, agindo feito máquinas insensíveis. Será que esta ficção científica é realmente tão absurda? Será que já não estamos vivendo nesta absurda realidade sem nos darmos conta?
Que continuemos a perceber o mal que assola a humanidade, isso é importante, mas sem perder a pureza de admirar belas paisagens, dignas ações e maravilhosas obras de arte. Biophilia, certamente, é uma delas.
Cotação:
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Curta um clipe feito por fãs da música “Vírus”, uma das mais belas do disco:

Todos que comentaram algo deste filme comigo diziam: “Nossa demais!” “Surpreendente!” “Você nunca vai imaginar o final!” Os comentários que li na internet também enalteciam a obra de Martin Scorsese: Fantástico! Obra prima! Melhor filme dele em tempos!


Caos. Quem mora numa grande cidade, ou uma em expansão, percebe quais os resultados do aumento da frota de veículos motorizados em circulação. Enquanto a indústria automobilística comemora recorde de vendas mês a mês, a população perde tempo e saúde em congestionamentos, que também batem recordes. As alternativas mais comuns para combater este problema são as duplicações das marginais, alargamento de ruas e avenidas, construção de pontilhões e minhocões e milhões gastos com obras e mais obras.
O homem, desde o princípio dos tempos, tem o olhar aguçado e curioso sobre as outras formas de vida animal que habitam

